Segunda-feira 16 de Outubro de 2017

Dia 04 de março de 2017 às 19:30 posse do neo acadêmico poeta e professor, Francisco de Assis Sousa

O drama do transporte escolar na região de Picos: até quando?

Postado por: Francelina Macedo em 17/09/2013 as 10:27:57
O drama do transporte escolar na região de Picos: até quando?

 

Se a vida é dom de Deus, quem poderá tirá-la? Ninguém. Esta resposta aparentemente fácil não vem sendo assimilada pelos nossos semelhantes, na medida em que a banalização da dignidade banaliza a vida. Essa breve incursão num valor de caráter geral tem o propósito de ajudar na reflexão acerca do transporte escolar na grande região de Picos.

Desde 1996, com o advento da municipalização da educação pública que o transporte escolar tem se constituído num dos mais aviltantes meios da corrupção administrativa dentro do sistema de ensino. Alunos transportados em carrocerias, ônibus sem porta, transportes em péssimo estado de conservação, superlotados, alugados pela hora da morte são realmente sinais de morte que têm provocado literalmente morte.

De tanto a imprensa bater, o Governo Federal abre linhas de financiamento de transporte escolar, cujos resultados já começam a aparecer: ônibus novos, padronizados, climatizados, equipados com entradas para cadeirantes, enfim, o mecânico aos poucos está se resolvendo, mas o humano, sabe o humano, não é caro leitor! Este aí leva tempo na educação. E da educação à vergonhização aí bota milênio nisso!

Primeiro, ainda temos gestores que resistem em rescindir contratos com carroceiros, já que no semiárido da vida até a carroça vota, e se cortarem o pão, ela grita mais que gente. Segundo, conduzir veículo exige habilitação, ainda mais com criança dentro.

O que ora ocorre é que, mesmo nas rotas escolares onde o transporte é adequado, o motorista carece de habilitação. Em tendo este habilitação, o problema ainda não estar resolvido, vez que transcende à humanização. É dizer que o serviço necessita de uma pessoa auxiliar para cuidar das crianças dentro do transporte e outra para controlar entrada e saída de alunos em seus respectivos destinos e isto não estar acontecendo.

Precisou que este final de semana (14 de setembro) uma criança de seis anos morresse de uma queda de uma lata velha, debaixo dos nossos medíocres narizes para que se chegasse à radical conclusão que isso tem que acabar.

Com ela são sepultados um futuro brilhante, parte da nossa dignidade e muitos gritos de justiça, sufocados pelo mito de que Deus quer que as coisas sejam assim.

Será? Até quando Deus vai nos aguentar calados?

Ou então, até quando Deus vai nos aguentar escrevendo para cegos que veem e não enxergam e surdos que ouvem e não escutam?

 

 

 

          

 

 

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